Então é Natal!!! Marginal Conservador confessa que fica mais sentimental e confiante na humanidade (só um pouquinho) nesta época do ano. É época de confraternização, renovar desejos de felicidade, reencontrar antigos amigos, parentes (e presentes) inesperados, comer rabanadas, pernil e tomar bons vinhos...Enfim, é época de esperança e união.
Desejo a todos que passaram por aqui um Feliz Natal. Como este blog é feito por um pai, fã da sétima arte, que adora levar o filho ao cinema, deixo com vocês um curta-metragem delicioso. Trata-se de "Uma missão de Natal", estrelado pelos adoráveis (e, de vez em quando, um pouquinho sádicos...rs) pínguins do filme "Madagascar" - decididamente meus personagens preferidos entre os bichos da série de desenhos animados.
Fica a lembrança de uma passagem de ano com muita paz e bom humor a todos nós. FELIZ NATAL!!!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Viva Villa!!
Sábado, 19 de dezembro, 16 horas. Em toda a cidade do Rio de Janeiro uma multidão se esforça para realizar as últimas compras de Natal. Paro e reflito: o que faz um pai separado, que naquele dia exato se encontra com filho e afilhado, ávidos por diversão e aventura? Vai ao shopping? Não!!! Embrenha-se no Mercadão de Madureira ou ao Saara? Nem pensar - seria muita tortura para os pequenos. Uma dica preciosa surge no sábado pela manhã: o concerto "Villa in Concert", com a Orquestra Villa-Lobos e as Crianças, no belo espaço ao ar livre do Arquivo Nacional. Ali, jovens de várias comunidades cariocas se encontram para tocar e encantar a plateia com músicas para crianças compostas pelo maestro Heitor Villa-Lobos. Se valeu a pena? Bem, continue lendo.

Chegamos cedo ao local. Depois de uma manhã chuvosa na qual tudo parecia desandar, felizmente o sol se abriu no começo da tarde. Enquanto membros da orquestra afinavam os instrumentos e esperavam o público chegar, conferimos a exposição Viva Villa!, que contextualiza a vida e a obra de Heitor Villa Lobos, desde seu nascimento, no final do século XIX, até a morte. Objetos pessoais do maestro, partituras das Bachianas Brasileiras, uma reprodução fiel do ambiente de composição de Villa, está tudo lá. Chama a atenção um imenso mural com a foto de mais de 40 mil pessoas - estudantes, professores e músicos - no estádio de São Januário, sendo regidos num canto de coro orfeônico por Villa Lobos na década de 1940. Digo ao Arthur, meu filho, que aquele é o estádio do Vasco, o time do papai. Ele pergunta por que não foi no estádio do Fluminense, time pelo qual torce, e eu dou um sorriso. Explico que na época não havia nem o Maracanã, e o estádio do Vasco era então um dos maiores do Brasil. Villa sonhava em ver todas as crianças brasileiras aprendendo música nas escolas, e a notícia recente de que as aulas de música serão obrigatórias nos próximos anos é algo animador. Ouvir música é ótimo; conhecer música é ainda melhor.
Mas o que encanta mesmo os pequenos é o segundo segmento da exposição, intitulado "Trenzinho Caipira". Ali, numa adorável atmosfera lúdica, caminhamos por dentro de vagões cenográficos, ambientados a partir de passagens da vida do maestro. As crianças conferem as imagens projetadas pelas janelas do trem - como em pequenos cineminhas, somos brindados com cenas do universo musical do maestro e dos lugares em que eles esteve - Sertão, Paris, Brasil, Amazônia e Nova York. Villa era um cidadão do mundo, e as poltronas e projeções dos vagões daquele trenzinho adorável nos levaram, ainda que por alguns minutos, a embarcar nesta viagem.
Chega o grande momento. A Orquestra já está a postos. Meu filho quer água. O outro pede pra ir ao banheiro. Não dá pra ser depois? Correria. Mas dá tempo pra fazer tudo e ainda achar lugares vagos (azar de quem preferiu as compras de última hora...rs). As crianças ainda ganham pipas com a inscrição Viva Villa e ficam contentes.
À frente dos jovens, o maestro Sergio Barboza dá início aos trabalhos. Há ali crianças de São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Santa Tereza, Morro Dona Marta etc. Talentos que o Projeto Villa-Lobos foi buscar em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.
Ao longo da apresentação, diversos clásicos são levados ao público: "Cantar pra viver", "O Trenzinho do Caipira", "Pastorzinho-Bela Pastora", "O Cravo Brigou com a Rosa", "O Canto do Pajé" e muitas outras. O maestro alterna a regência com momentos em que conta à plateia histórias das composições e dos ritmos colhidos por Villa em suas andanças pelo Brasil. Somos brindados com baião, samba, frevo e até um pequeno momento de funk carioca em meio aos clássicos. Villa provou e sorveu de inúmeros ritmos populares brasileiros. Como o maestro conta, quando bem usados, todos os ritmos servem à fruição musical.
Enquanto os mais velhos ouvem respeitosamente as músicas (alguns, é verdade, viram crianças, batem palmas, cantam junto e pedem bis), as crianças menores - algumas, como é o caso do meu filho, afilhado e sobrinha, todos assistindo pela primeira vez a um concerto -, reagem entre a curiosidade, o encanto e a dispersão. Arthur, com 4 anos, faz perguntas sobre os instrumentos ("qual é aquele grandão no colo da garota, papai?", sobre o viooloncelo), assiste com atenção ao "Trenzinho", mas no meio do show já está correndo com a prima de 2 anos, Juju, nos arredores do belo jardim do Arquivo Nacional. O afilhado, com 8 anos, dispensa a correria e assiste até o fim.
No final, ainda sobra tempo para ouvirmos Pixinguinha, Guerra-Peixe e Tom Jobim. E o bis traz "Vassourinha" e "O Canto do Pajé".
Saímos satisfeitos e felizes do Arquivo Nacional, com a certeza de uma ótima tarde de dezembro. Foi a primeira vez que meu filho entrou em contato com a música de Villa Lobos, e fico contente. No carro, minha irmã pergunta a ele se gostou do concerto. "Gostei, mas gostei mais de correr com a Juju nos jardins!!"
Bem, pra uma primeira vez, tenho certeza de que valeu a pena. Arthur está sintonizado com a época. Realmente dezembro é um mês de correria, não é mesmo?

Chegamos cedo ao local. Depois de uma manhã chuvosa na qual tudo parecia desandar, felizmente o sol se abriu no começo da tarde. Enquanto membros da orquestra afinavam os instrumentos e esperavam o público chegar, conferimos a exposição Viva Villa!, que contextualiza a vida e a obra de Heitor Villa Lobos, desde seu nascimento, no final do século XIX, até a morte. Objetos pessoais do maestro, partituras das Bachianas Brasileiras, uma reprodução fiel do ambiente de composição de Villa, está tudo lá. Chama a atenção um imenso mural com a foto de mais de 40 mil pessoas - estudantes, professores e músicos - no estádio de São Januário, sendo regidos num canto de coro orfeônico por Villa Lobos na década de 1940. Digo ao Arthur, meu filho, que aquele é o estádio do Vasco, o time do papai. Ele pergunta por que não foi no estádio do Fluminense, time pelo qual torce, e eu dou um sorriso. Explico que na época não havia nem o Maracanã, e o estádio do Vasco era então um dos maiores do Brasil. Villa sonhava em ver todas as crianças brasileiras aprendendo música nas escolas, e a notícia recente de que as aulas de música serão obrigatórias nos próximos anos é algo animador. Ouvir música é ótimo; conhecer música é ainda melhor.
Mas o que encanta mesmo os pequenos é o segundo segmento da exposição, intitulado "Trenzinho Caipira". Ali, numa adorável atmosfera lúdica, caminhamos por dentro de vagões cenográficos, ambientados a partir de passagens da vida do maestro. As crianças conferem as imagens projetadas pelas janelas do trem - como em pequenos cineminhas, somos brindados com cenas do universo musical do maestro e dos lugares em que eles esteve - Sertão, Paris, Brasil, Amazônia e Nova York. Villa era um cidadão do mundo, e as poltronas e projeções dos vagões daquele trenzinho adorável nos levaram, ainda que por alguns minutos, a embarcar nesta viagem.
Chega o grande momento. A Orquestra já está a postos. Meu filho quer água. O outro pede pra ir ao banheiro. Não dá pra ser depois? Correria. Mas dá tempo pra fazer tudo e ainda achar lugares vagos (azar de quem preferiu as compras de última hora...rs). As crianças ainda ganham pipas com a inscrição Viva Villa e ficam contentes.
À frente dos jovens, o maestro Sergio Barboza dá início aos trabalhos. Há ali crianças de São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Santa Tereza, Morro Dona Marta etc. Talentos que o Projeto Villa-Lobos foi buscar em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro.
Ao longo da apresentação, diversos clásicos são levados ao público: "Cantar pra viver", "O Trenzinho do Caipira", "Pastorzinho-Bela Pastora", "O Cravo Brigou com a Rosa", "O Canto do Pajé" e muitas outras. O maestro alterna a regência com momentos em que conta à plateia histórias das composições e dos ritmos colhidos por Villa em suas andanças pelo Brasil. Somos brindados com baião, samba, frevo e até um pequeno momento de funk carioca em meio aos clássicos. Villa provou e sorveu de inúmeros ritmos populares brasileiros. Como o maestro conta, quando bem usados, todos os ritmos servem à fruição musical.
Enquanto os mais velhos ouvem respeitosamente as músicas (alguns, é verdade, viram crianças, batem palmas, cantam junto e pedem bis), as crianças menores - algumas, como é o caso do meu filho, afilhado e sobrinha, todos assistindo pela primeira vez a um concerto -, reagem entre a curiosidade, o encanto e a dispersão. Arthur, com 4 anos, faz perguntas sobre os instrumentos ("qual é aquele grandão no colo da garota, papai?", sobre o viooloncelo), assiste com atenção ao "Trenzinho", mas no meio do show já está correndo com a prima de 2 anos, Juju, nos arredores do belo jardim do Arquivo Nacional. O afilhado, com 8 anos, dispensa a correria e assiste até o fim.
No final, ainda sobra tempo para ouvirmos Pixinguinha, Guerra-Peixe e Tom Jobim. E o bis traz "Vassourinha" e "O Canto do Pajé".
Saímos satisfeitos e felizes do Arquivo Nacional, com a certeza de uma ótima tarde de dezembro. Foi a primeira vez que meu filho entrou em contato com a música de Villa Lobos, e fico contente. No carro, minha irmã pergunta a ele se gostou do concerto. "Gostei, mas gostei mais de correr com a Juju nos jardins!!"
Bem, pra uma primeira vez, tenho certeza de que valeu a pena. Arthur está sintonizado com a época. Realmente dezembro é um mês de correria, não é mesmo?
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Levante sua voz!
"Os seres humanos são animais mamíferos, bípedes, e que se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha, principalmente por duas características: o tele-encéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor"
(Ilha das Flores, o filme)
Em 1989, o público brasileiro conheceu um pequeno filme, que mostrava de forma irônica e por vezes ácida, o trajeto de um tomate, desde a plantação até o momento em que é jogado fora e é disputado por porcos e homens. "Ilha das Flores" era nome do filme e seu diretor, Jorge Furtado. O impacto foi enorme e em 1995 ele seria eleito pela crítica europeia como um dos 100 melhores curtas do século XX.
Recentemente, o cineasta Pedro Ekman repetiu a famosa estrutura documental de Ilha das Flores e "remontou" "Ilha das Flores", prestando uma homenagem ao já clássico curta-metragem. O resultado é o vídeo "Levante sua voz", produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social. Agora a temática não é o destino de alimentos e a crítica à sociedade de consumo. Ekman toma emprestado a ironia e a acidez do filme de Jorge Furtado para criticar a concentração de poder pelos meios de comunicação no Brasil. Como este é um blog voltado principalmente para assuntos ligados à comunicação, vale (muito) a pena conferir o filme.
Não deixe de ver. Chame seus amigos, sua esposa ou namorada. Se tiver filhos adolescentes, faça com que assistam também. Enquanto políticos de Brasília andam às voltas com panetones superfaturados, mensalões e corrupção desenfreada, é importante saber os motivos pelos quais, muitas vezes, nossa voz de indignação simplesmente não se faz ouvir por quem deveria representar a opinião pública. Conscientize-se e levante sua voz!
(Ilha das Flores, o filme)
Em 1989, o público brasileiro conheceu um pequeno filme, que mostrava de forma irônica e por vezes ácida, o trajeto de um tomate, desde a plantação até o momento em que é jogado fora e é disputado por porcos e homens. "Ilha das Flores" era nome do filme e seu diretor, Jorge Furtado. O impacto foi enorme e em 1995 ele seria eleito pela crítica europeia como um dos 100 melhores curtas do século XX.
Recentemente, o cineasta Pedro Ekman repetiu a famosa estrutura documental de Ilha das Flores e "remontou" "Ilha das Flores", prestando uma homenagem ao já clássico curta-metragem. O resultado é o vídeo "Levante sua voz", produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social. Agora a temática não é o destino de alimentos e a crítica à sociedade de consumo. Ekman toma emprestado a ironia e a acidez do filme de Jorge Furtado para criticar a concentração de poder pelos meios de comunicação no Brasil. Como este é um blog voltado principalmente para assuntos ligados à comunicação, vale (muito) a pena conferir o filme.
Não deixe de ver. Chame seus amigos, sua esposa ou namorada. Se tiver filhos adolescentes, faça com que assistam também. Enquanto políticos de Brasília andam às voltas com panetones superfaturados, mensalões e corrupção desenfreada, é importante saber os motivos pelos quais, muitas vezes, nossa voz de indignação simplesmente não se faz ouvir por quem deveria representar a opinião pública. Conscientize-se e levante sua voz!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovsky no Oi Futuro
Quarta-feira, 2 de dezembro. Dia do Samba. Corro às pressas para a rua 2 de dezembro (!), no Catete. O motivo: a aula-show de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovsky no Oi Futuro. Dois paulistas cujos sobrenomes europeus a princípio não revelariam uma intimidade com o ritmo carioca. Mas, felizmente, só a princípio.

A dupla de acadêmicos, com vários livros lançados sobre música, literatura, história, literatura infantil e afins podem tranquilamente ser considerados doutores em música popular brasileira. E o que é melhor, sem ranços herméticos ou estéticos. Lembro das excelentes palestras de Wisnik na FLIP, em, Paraty, sobre Guimarães Rosa e, mais adiante, sua facilidade em misturar a música na época de Machado de Assis com os sambas urbanos de Noel Rosa. Quanto a Nestrovsky, cuja obra de não-ficção eu já conhecia em parte, foi na mesma FLIP que comprei um belíssimo livro infantil - "Bichos que existem e bichos que não existem" - e presenteei o meu filho. Já conhecia os dotes pianísticos e de compositor de Wisnik, mas desconhecia, á época, que Arthur era também um craque no violão.
O show estava marcado para começar às 19:30h. Chego às 19h e sou avisado que só tem haverá lugar na fila de desistências. Por sorte sou o terceiro na fila. Há esperança.
Consegui o ingresso! às 19:45h, começa o evento no Oi Futuro - por que um teatro tão pequeno para dupla tão perfeita?, eu me pergunto. A dupla faz temporada carioca, mas não espere mega-espaços como Citybank Hall e Vivo Rio. A intimidade com o público é essencial num show deste nível.
Na quarta-feira, o primeiro show (serão dois)no Oi Futuro, o tema foi "Da música a letra", e os dois tocaram várias canções do Wisnik (com parceiros como Jorge Mautner, Luiz Tatit e outros) e alguns clássicos da MPB.
O interessante do show e seu charme é o conceito de aula-show: os músicos, intépretes e copmpositores não só cantam mas também explicam explicam o processo de composição de várias letras e músicas. Imperdível foi quando tocaram Nelson Cavaquinho - "Luz negra", "Juízo Final", "Folhas secas" e explicaram as melodias do mestre do samba. Deu pra ver que Wisnik venera o cara. Houve espaço para um samba exaltação a Sócrates (o jogador com nome de filósofo), considerações sobre "Pecado original", o samba-choro de Caetano inspirado em Nelson Rodrigues e sua última peça, "A serpente", um tango russo misturado com samba e até um momento sertanejo da "dupla caipira" Wisnik e Nestrovsky.
Enfim, um evento pra não se esquecer. Semana que vem tô lá de novo!!!

A dupla de acadêmicos, com vários livros lançados sobre música, literatura, história, literatura infantil e afins podem tranquilamente ser considerados doutores em música popular brasileira. E o que é melhor, sem ranços herméticos ou estéticos. Lembro das excelentes palestras de Wisnik na FLIP, em, Paraty, sobre Guimarães Rosa e, mais adiante, sua facilidade em misturar a música na época de Machado de Assis com os sambas urbanos de Noel Rosa. Quanto a Nestrovsky, cuja obra de não-ficção eu já conhecia em parte, foi na mesma FLIP que comprei um belíssimo livro infantil - "Bichos que existem e bichos que não existem" - e presenteei o meu filho. Já conhecia os dotes pianísticos e de compositor de Wisnik, mas desconhecia, á época, que Arthur era também um craque no violão.
O show estava marcado para começar às 19:30h. Chego às 19h e sou avisado que só tem haverá lugar na fila de desistências. Por sorte sou o terceiro na fila. Há esperança.
Consegui o ingresso! às 19:45h, começa o evento no Oi Futuro - por que um teatro tão pequeno para dupla tão perfeita?, eu me pergunto. A dupla faz temporada carioca, mas não espere mega-espaços como Citybank Hall e Vivo Rio. A intimidade com o público é essencial num show deste nível.
Na quarta-feira, o primeiro show (serão dois)no Oi Futuro, o tema foi "Da música a letra", e os dois tocaram várias canções do Wisnik (com parceiros como Jorge Mautner, Luiz Tatit e outros) e alguns clássicos da MPB.
O interessante do show e seu charme é o conceito de aula-show: os músicos, intépretes e copmpositores não só cantam mas também explicam explicam o processo de composição de várias letras e músicas. Imperdível foi quando tocaram Nelson Cavaquinho - "Luz negra", "Juízo Final", "Folhas secas" e explicaram as melodias do mestre do samba. Deu pra ver que Wisnik venera o cara. Houve espaço para um samba exaltação a Sócrates (o jogador com nome de filósofo), considerações sobre "Pecado original", o samba-choro de Caetano inspirado em Nelson Rodrigues e sua última peça, "A serpente", um tango russo misturado com samba e até um momento sertanejo da "dupla caipira" Wisnik e Nestrovsky.
Enfim, um evento pra não se esquecer. Semana que vem tô lá de novo!!!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Os melhores riffs de guitarra da música pop
Senhores, sua atenção por favor: afastem os móveis, tirem as crianças da sala e certifiquem-se de que aquele vizinho chato deu uma saída. Em seguida, liguem o aparelho de som e...aumenta que isso aí é rock n' roll!!!
O entusiasmo deve-se a uma recente lista (sim, meus caros, final de ano também é hora das intermináveis e deliciosas listas de melhores e piores dos últimos 365 dias) sobre uma seleção promovida pelo site Music Radar, com os 50 melhores riffs de guitarra de todos os tempos.
Mas, o que seria mesmo um riff? Resumidamente falando, são frases musicais, uma nota (ou uma sucessão de notas) que cause impacto em determinada música. Um frase com um bom e marcante riff de guitarra faz-nos lembrar dela especialmente pelo riff. Bem, se você conhece "Satisfaction", dos Stones, e sua maravilhosa guitarra distorcida da introdução, já sabe do que estou falando.
Mas vamos em frente. Segue a lista:
1 - "Voodoo child", Jimi Hendrix
2 - "Sweet child o' mine", Guns N' Roses
3 - "Whole lotta love", Led Zeppelin
4 - "Smoke on the water", Deep Purple
5 - "Layla", Derek and the Dominos
6 - "Back in black", AC/DC
7 - "Enter sandman", Metallica
8 - "Day tripper", The Beatles
9 - "Smells like Teen Spirit", Nirvana
10 - "(I can't get no) satisfaction", The Rolling Stones
11 - "Paranoid", Black Sabbath
12 - "Plug in baby", Muse
13 - "Ain't talkin' 'bout love", Van Halen
14 - "You really got me", The Kinks
15 - "Seven nation army", The White Stripes
16 - "Highway to hell", AC/DC
17 - "Heartbreaker", Led Zeppelin
18 - "Iron man", Black Sabbath
19 - "Black dog", Led Zeppelin
20 - "Beat it", Michael Jackson
21 - "Paperback writer", The Beatles
22 - "Purple haze", Jimi Hendrix
23 - "Whole lotta Rosie", AC/DC
24 - "Johnny B Goode", Chuck Berry
25 - "Sad but true", Metallica
26 - "Rock And Roll", Led Zeppelin
27 - "Welcome to the Jungle", Guns N' Roses
28 - "Killing in the Name", Rage Against The Machine
29 - "Crazy Train", Ozzy Osbourne
30 - "Walk", Pantera
31 - "Sunshine of Your Love", Eric Clapton
32 - "I Feel Fine", The Beatles
33 - "The Ocean", Led Zeppelin
34 - "Airbag", Radiohead
35 - "Hey hey, My my (Into the Black)", Neil Young
36 - "Money", Pink Floyd
37 - "Start Me Up", The Rolling Stones
38 - "Symphony of Destruction", Megadeth
39 - "I Wanna Be Your Dog", The Stooges
40 - "Have Love, Will Travel", The Sonics
41 - "New Born", Muse
42 - "Dr Feelgood", Mötley Crüe
43 - "Cult of Personality", Vernon Reld
44 - "Profits of Doom", Clutch
45 - "Tie Your Mother Down", Queen
46 - "Under the Bridge", Red Hot Chili Peppers
47 - "Foxy Lady", Jimi Hendrix
48 - "The Trooper", Iron Maiden
49 - "Motorcycle Emptiness", Manic Street Preachers
50 - "Ticket To Ride", The Beatles
Ainda que meu riff preferido seja mesmo o de "Satisfaction", não me surpreende o primeiro lugar nas mãos de Jimi Hendrix, o homem que elevou o instrumento símbolo do rock n' roll a limites nunca antes ouvidos, com riffs até então mais elaborados e inovando na utilização de pedais e demais efeitos sonoros. No site Music Radar, há o ótimo artigo "The evolution of the guitar riff", que remete às raízes do rock n' roll - o blues eletrificado de Howlin' Wolf e Muddy Waters - até a adição do ritmo (rhythm) por caras como Chuck Berry, que copiou as linhas do piano boogie woogie de Fats Domino para criar seus sucessos.
Segundo o artigo, a adição do ritmo ao blues (rhythm n' blues) seria responsável por uma transformação cultural que mudaria tudo - e que levaria à explosão do rock na década de 1950. Por falar em anos 50, pra quem curte cinema, há uma sequência inesquecível em "De volta para o futuro", quando o protagonista toca o rock "Johnny B. Goode" para uma plateia de adolescentes americanos brancos e atônita, ainda não acostumada aos selvagens riffs de guitarra que ganhariam a América poucos anos mais tarde.
Após esse primeiro estouro do rock n' roll e nas décadas seguintes, o estilo passou por diversas fases e mutações. Em todas elas - seja no rock inglês dos Beatles, Stones e cia, ou no heavy metal dos anos 70 em diante, no punk rock, new wave, pós-punk, grunge, etc; sempre houve espaço para grandes riffs de guitarra. E continuará havendo enquanto a centelha do rock n' roll estiver queimando nos lugares mais diversos do mundo.
Sim, pois o rock tornou-se um ritmo planetário, agregando jovens fãs até no Japão - onde há fã-clubes de Elvis a Kurt Cobain.
E sobre o rock brasileiro, podemos dizer que tivemos canções com riffs memoráveis?
Claro que sim. E grandes guitarristas também, como Sérgio Dias (Mutantes), Lanny Gordin (que tocou nos principais discos do Tropicalismo), Pepeu Gomes (Novos Baianos), Edgard Scandurra (Ira!), Lulu Santos, Herbert Vianna e muitos outros.
Como o que me levou a escrever este artigo foi uma lista, sigo com outra, bastante pessoal, sobre os melhores riffs do rock brasileiro. Leiam, escutem e vejam se não tivemos riffs de guitarra muito bons:
1 - "Envelheço na cidade" - Ira
2 - "Selvagem" - Paralamas do Sucesso
3 - "Pro dia nascer feliz" - Barão Vermelho
4 - "Agora só falta você", Rita Lee
5 - "Tempos modernos", Lulu Santos
6 - "Corações psicodélicos", Lobão
7 - "O louco da cidade", Blues Etílicos
8 - "Tinindo trincando", Novos Baianos
9 - "A cidade", Chico Science & Nação Zumbi
10 - "Deixa fudê", Cachorro Grande
Apenas dez hits de nosso rock onde as guitarras têm papel primordial. Dez motivos para aumentar o som e continuar curtindo rock.
O entusiasmo deve-se a uma recente lista (sim, meus caros, final de ano também é hora das intermináveis e deliciosas listas de melhores e piores dos últimos 365 dias) sobre uma seleção promovida pelo site Music Radar, com os 50 melhores riffs de guitarra de todos os tempos.
Mas, o que seria mesmo um riff? Resumidamente falando, são frases musicais, uma nota (ou uma sucessão de notas) que cause impacto em determinada música. Um frase com um bom e marcante riff de guitarra faz-nos lembrar dela especialmente pelo riff. Bem, se você conhece "Satisfaction", dos Stones, e sua maravilhosa guitarra distorcida da introdução, já sabe do que estou falando.
Mas vamos em frente. Segue a lista:
1 - "Voodoo child", Jimi Hendrix
2 - "Sweet child o' mine", Guns N' Roses
3 - "Whole lotta love", Led Zeppelin
4 - "Smoke on the water", Deep Purple
5 - "Layla", Derek and the Dominos
6 - "Back in black", AC/DC
7 - "Enter sandman", Metallica
8 - "Day tripper", The Beatles
9 - "Smells like Teen Spirit", Nirvana
10 - "(I can't get no) satisfaction", The Rolling Stones
11 - "Paranoid", Black Sabbath
12 - "Plug in baby", Muse
13 - "Ain't talkin' 'bout love", Van Halen
14 - "You really got me", The Kinks
15 - "Seven nation army", The White Stripes
16 - "Highway to hell", AC/DC
17 - "Heartbreaker", Led Zeppelin
18 - "Iron man", Black Sabbath
19 - "Black dog", Led Zeppelin
20 - "Beat it", Michael Jackson
21 - "Paperback writer", The Beatles
22 - "Purple haze", Jimi Hendrix
23 - "Whole lotta Rosie", AC/DC
24 - "Johnny B Goode", Chuck Berry
25 - "Sad but true", Metallica
26 - "Rock And Roll", Led Zeppelin
27 - "Welcome to the Jungle", Guns N' Roses
28 - "Killing in the Name", Rage Against The Machine
29 - "Crazy Train", Ozzy Osbourne
30 - "Walk", Pantera
31 - "Sunshine of Your Love", Eric Clapton
32 - "I Feel Fine", The Beatles
33 - "The Ocean", Led Zeppelin
34 - "Airbag", Radiohead
35 - "Hey hey, My my (Into the Black)", Neil Young
36 - "Money", Pink Floyd
37 - "Start Me Up", The Rolling Stones
38 - "Symphony of Destruction", Megadeth
39 - "I Wanna Be Your Dog", The Stooges
40 - "Have Love, Will Travel", The Sonics
41 - "New Born", Muse
42 - "Dr Feelgood", Mötley Crüe
43 - "Cult of Personality", Vernon Reld
44 - "Profits of Doom", Clutch
45 - "Tie Your Mother Down", Queen
46 - "Under the Bridge", Red Hot Chili Peppers
47 - "Foxy Lady", Jimi Hendrix
48 - "The Trooper", Iron Maiden
49 - "Motorcycle Emptiness", Manic Street Preachers
50 - "Ticket To Ride", The Beatles
Ainda que meu riff preferido seja mesmo o de "Satisfaction", não me surpreende o primeiro lugar nas mãos de Jimi Hendrix, o homem que elevou o instrumento símbolo do rock n' roll a limites nunca antes ouvidos, com riffs até então mais elaborados e inovando na utilização de pedais e demais efeitos sonoros. No site Music Radar, há o ótimo artigo "The evolution of the guitar riff", que remete às raízes do rock n' roll - o blues eletrificado de Howlin' Wolf e Muddy Waters - até a adição do ritmo (rhythm) por caras como Chuck Berry, que copiou as linhas do piano boogie woogie de Fats Domino para criar seus sucessos.
Segundo o artigo, a adição do ritmo ao blues (rhythm n' blues) seria responsável por uma transformação cultural que mudaria tudo - e que levaria à explosão do rock na década de 1950. Por falar em anos 50, pra quem curte cinema, há uma sequência inesquecível em "De volta para o futuro", quando o protagonista toca o rock "Johnny B. Goode" para uma plateia de adolescentes americanos brancos e atônita, ainda não acostumada aos selvagens riffs de guitarra que ganhariam a América poucos anos mais tarde.
Após esse primeiro estouro do rock n' roll e nas décadas seguintes, o estilo passou por diversas fases e mutações. Em todas elas - seja no rock inglês dos Beatles, Stones e cia, ou no heavy metal dos anos 70 em diante, no punk rock, new wave, pós-punk, grunge, etc; sempre houve espaço para grandes riffs de guitarra. E continuará havendo enquanto a centelha do rock n' roll estiver queimando nos lugares mais diversos do mundo.
Sim, pois o rock tornou-se um ritmo planetário, agregando jovens fãs até no Japão - onde há fã-clubes de Elvis a Kurt Cobain.
E sobre o rock brasileiro, podemos dizer que tivemos canções com riffs memoráveis?
Claro que sim. E grandes guitarristas também, como Sérgio Dias (Mutantes), Lanny Gordin (que tocou nos principais discos do Tropicalismo), Pepeu Gomes (Novos Baianos), Edgard Scandurra (Ira!), Lulu Santos, Herbert Vianna e muitos outros.
Como o que me levou a escrever este artigo foi uma lista, sigo com outra, bastante pessoal, sobre os melhores riffs do rock brasileiro. Leiam, escutem e vejam se não tivemos riffs de guitarra muito bons:
1 - "Envelheço na cidade" - Ira
2 - "Selvagem" - Paralamas do Sucesso
3 - "Pro dia nascer feliz" - Barão Vermelho
4 - "Agora só falta você", Rita Lee
5 - "Tempos modernos", Lulu Santos
6 - "Corações psicodélicos", Lobão
7 - "O louco da cidade", Blues Etílicos
8 - "Tinindo trincando", Novos Baianos
9 - "A cidade", Chico Science & Nação Zumbi
10 - "Deixa fudê", Cachorro Grande
Apenas dez hits de nosso rock onde as guitarras têm papel primordial. Dez motivos para aumentar o som e continuar curtindo rock.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
"(500) Dias com ela" - um filme pra quem já se apaixonou
Há um gênero de filme que faz muito sucesso hoje em dia, principalmente entre o público feminino, chamado "comédia romãntica". Um amigo meu os chama ironicamente de "Filmes Meg Ryan", em referência à rainha deste estilo de filme, nos anos 80 e 90 - quem não lembra de "Harry e Sally" ou "Mensagem pra você"? As comédias romãnticas são um gênero que obedece a algumas regras. Seus roteiros seguem, com poucas variações, o mesmo esquema: temos uma mocinha (ou mocinho) solitária (o) que (1) conhece o grande amor de sua vida meio que por acaso; eles se apaixonarão (2); algo imprevisto (um vilão ciumento, uma amiga invejosa, um desencontro qualquer) os fará com que rompam o namoro (3); por fim, eles compreendem que se amam, que não podem viver separados, reatam e...the end: fim do filme (4). Apesar da previsibilidade, o gênero continua arrastando multidões de casais aos cinemas.
Se você correr aos cinemas, verá um filme em cartaz que, a princípio, poderia ser confundido com o estilo. Olhe nas sinopses dos jornais e estará escrito: "comédia romântica". Mas "(500) Dias com ela" (do inglês "(500) Days of Summer") vai além do gênero, constituindo uma das mais agradáveis supresas desta primavera cinematográfica. Quais os motivos? Talvez por apresentar personagens não estereotipados. Talvez por sua estrutura de mostrar os dias de forma aleatória, onde passado, presente e futuro se juntam. Ou então pela frase do narrador logo ao começo: "Acredite, esta não é uma história romântica". Pois bem: fique com a primeira opção. "(5oo) dias com ela" é um filme que apresenta personagens reais, que amam, sofrem, choram e se divertem. É um filme pra quem já se apaixonou e, principalmente, pra quem já sofreu por amor.
"(500) dias com ela" já começa subvertendo certo senso comum e clichê cinematográfico. Ouvimos dizer sempre que mulheres se apaixonam fácil, e homens não querem compromisso. No entanto, é a garota, Summer (Zooey Deschanel) que, apesar de interessada no rapaz, Tom (Joseph Gordon-Levitt) não quer saber de compromisso. Logo no início ficamos sabemos que aquele casal vai namorar - e também que eles não acabarão juntos. Mas a engenhosidade do roteiro nos convida a conhecer aquele princípio, meio e fim de um romance - os tais quinhentos dias juntos.
Ainda no início, temos a sequência em que Tom leva um fora de Summer. Arrasado, ele tenta relembrar momentos do namoro, para entender o que teria levado a não dar certo. As sequências dos dias de namoro entre o casal são mostradas de forma fragmentada, em cenas nas quais o número do dia de namoro - 57, 102, 244 etc - vão aparecendo na tela.
Tom não é o narrador. Há outro, uma voz em off que aparece pouquíssimo, mas faz comentários cruciais para a trama, ainda que irônicos. Desde o dia em que conhece Summer (verão, em inglês, uma menina com nome de estação do ano) Tom, que trabalha num escritório especializado em criar mensagens de cartões de presente, se interessa por ela. Mas a paixão só surge mesmo, avassaladora, dentro de um elevador, quando, Tom está distraído escutando uma música ao fone de ouvido e Summer, ao escutar aquele som, puxa conversa e pergunta se ele gosta de Smiths. Ele, surpreso, diz que sim. "Eu adoro essa música", diz Summer, e cantarola um trecho para o pobre rapaz se apaixonar de vez: "to die by your side is such a heavenly way to die"...
"Morrer ao seu lado seria um jeito divino de morrer", da belíssima canção "There's a light that never goes out". A sublime ironia desta cena logo se mostrará adiante, quando o casal começar a se envolver e Summer começar a esbofetear metaforicamente Tom com frases como "histórias de amor são fantasia", "amores não duram para sempre", "eu não quero que nosso caso seja sério". O interessante aqui é que Summer, mesmo "não querendo nada sério", gosta de verdade de Tom, a ponto de namorá-lo, mas sempre mantendo uma certa distância da paixão. Situação que leva Tom a espasmos de suprema felicidade, entrecortados com momentos de depressão profunda, nas muitas brigas que terá com Summer.
Ora, quem nunca imaginou a mesma coisa a respetido do ser amado? Quem nunca pensou "será que ela gosta de mim do mesmo jeito que eu a amo?". É isso que torna o filme brilhante em vários momentos. Às vezes "500 dias com ela" toma partido de Tom e sofremos junto com ele. Noutras, os homens são mostrados como imaturos e sem a menor noção de como conquistar uma mulher. Alguns dos melhores momentos de humor do filme está no contraste entre os dois melhores amigos de Tom - ambos totalmente ingênuos e imaturos em matéria de amor - e a pequena Rachel (Chloe Moretz), adolescente e grande amiga de Tom, que passa o filme lhe dando os conselhos mais sensatos sobre amor e paixão.
Uma das melhores cenas - e pra mim o melhor momento do filme - está na sequência em que, algum tempo depois de mais uma separação, Summer encontra Tom e o convida para uma recepção em seu apartamento novo. Claro que o apaixonado Tom se animará bastante com a hipótese de uma reconciliação. Com a chegada de Tom ao prédio de Summer, a tela se divide em duas e temos, de um lado, sob o título "expectativa", o que Tom esperava que acontecesse, ou seja, Summer passando a noite com ele. No outro quadro, sob o título "realidade", vemos o que realmente acontece: Summer o trata apenas como mais um amigo e um dos muitos convidados de sua festa. Tom não suporta a "realidade" e vai embora, arrasado.
São momentos como este, criativos, bem escritos, inesperados (ou nem tanto, para quem já viveu algo parecido, e não são poucas pessoas, tenham certeza) que tornam "(500) dias com ela" um filme que merece ser conferido. Por trazer às telas momentos de uma história de amor genuína, o brotar de uma paixão real, sem apelações nem apelos a chavões para ganhar o público. Somos conquistados por se identificarmo-nos em algum momento com aqueles dois personagens comuns, que por 500 dias estiveram envolvidos numa história de amor que poderia acontecer com qualquer de um de nós.
Ao final do filme, já ciente de que aquele romance não tem mais volta, o ainda apaixonado Tom recebe mais um dos sábios conselhos de Rachel:"Lembre-se também dos momentos ruins que passou com ela". Este apelo à razão (sentimento que detonamos quando apaixonados), junto com uma reviravolta profisional na vida de Tom, o fará crer que, apesar de tudo, aida está vivo e que uma nova paixão pode estar mais próxima do que ele imagina.
Depois daqueles 500 dias tormentosos, uma nova estação se inicia.
Se você correr aos cinemas, verá um filme em cartaz que, a princípio, poderia ser confundido com o estilo. Olhe nas sinopses dos jornais e estará escrito: "comédia romântica". Mas "(500) Dias com ela" (do inglês "(500) Days of Summer") vai além do gênero, constituindo uma das mais agradáveis supresas desta primavera cinematográfica. Quais os motivos? Talvez por apresentar personagens não estereotipados. Talvez por sua estrutura de mostrar os dias de forma aleatória, onde passado, presente e futuro se juntam. Ou então pela frase do narrador logo ao começo: "Acredite, esta não é uma história romântica". Pois bem: fique com a primeira opção. "(5oo) dias com ela" é um filme que apresenta personagens reais, que amam, sofrem, choram e se divertem. É um filme pra quem já se apaixonou e, principalmente, pra quem já sofreu por amor.
"(500) dias com ela" já começa subvertendo certo senso comum e clichê cinematográfico. Ouvimos dizer sempre que mulheres se apaixonam fácil, e homens não querem compromisso. No entanto, é a garota, Summer (Zooey Deschanel) que, apesar de interessada no rapaz, Tom (Joseph Gordon-Levitt) não quer saber de compromisso. Logo no início ficamos sabemos que aquele casal vai namorar - e também que eles não acabarão juntos. Mas a engenhosidade do roteiro nos convida a conhecer aquele princípio, meio e fim de um romance - os tais quinhentos dias juntos.
Ainda no início, temos a sequência em que Tom leva um fora de Summer. Arrasado, ele tenta relembrar momentos do namoro, para entender o que teria levado a não dar certo. As sequências dos dias de namoro entre o casal são mostradas de forma fragmentada, em cenas nas quais o número do dia de namoro - 57, 102, 244 etc - vão aparecendo na tela.
Tom não é o narrador. Há outro, uma voz em off que aparece pouquíssimo, mas faz comentários cruciais para a trama, ainda que irônicos. Desde o dia em que conhece Summer (verão, em inglês, uma menina com nome de estação do ano) Tom, que trabalha num escritório especializado em criar mensagens de cartões de presente, se interessa por ela. Mas a paixão só surge mesmo, avassaladora, dentro de um elevador, quando, Tom está distraído escutando uma música ao fone de ouvido e Summer, ao escutar aquele som, puxa conversa e pergunta se ele gosta de Smiths. Ele, surpreso, diz que sim. "Eu adoro essa música", diz Summer, e cantarola um trecho para o pobre rapaz se apaixonar de vez: "to die by your side is such a heavenly way to die"...
"Morrer ao seu lado seria um jeito divino de morrer", da belíssima canção "There's a light that never goes out". A sublime ironia desta cena logo se mostrará adiante, quando o casal começar a se envolver e Summer começar a esbofetear metaforicamente Tom com frases como "histórias de amor são fantasia", "amores não duram para sempre", "eu não quero que nosso caso seja sério". O interessante aqui é que Summer, mesmo "não querendo nada sério", gosta de verdade de Tom, a ponto de namorá-lo, mas sempre mantendo uma certa distância da paixão. Situação que leva Tom a espasmos de suprema felicidade, entrecortados com momentos de depressão profunda, nas muitas brigas que terá com Summer.
Ora, quem nunca imaginou a mesma coisa a respetido do ser amado? Quem nunca pensou "será que ela gosta de mim do mesmo jeito que eu a amo?". É isso que torna o filme brilhante em vários momentos. Às vezes "500 dias com ela" toma partido de Tom e sofremos junto com ele. Noutras, os homens são mostrados como imaturos e sem a menor noção de como conquistar uma mulher. Alguns dos melhores momentos de humor do filme está no contraste entre os dois melhores amigos de Tom - ambos totalmente ingênuos e imaturos em matéria de amor - e a pequena Rachel (Chloe Moretz), adolescente e grande amiga de Tom, que passa o filme lhe dando os conselhos mais sensatos sobre amor e paixão.
Uma das melhores cenas - e pra mim o melhor momento do filme - está na sequência em que, algum tempo depois de mais uma separação, Summer encontra Tom e o convida para uma recepção em seu apartamento novo. Claro que o apaixonado Tom se animará bastante com a hipótese de uma reconciliação. Com a chegada de Tom ao prédio de Summer, a tela se divide em duas e temos, de um lado, sob o título "expectativa", o que Tom esperava que acontecesse, ou seja, Summer passando a noite com ele. No outro quadro, sob o título "realidade", vemos o que realmente acontece: Summer o trata apenas como mais um amigo e um dos muitos convidados de sua festa. Tom não suporta a "realidade" e vai embora, arrasado.
São momentos como este, criativos, bem escritos, inesperados (ou nem tanto, para quem já viveu algo parecido, e não são poucas pessoas, tenham certeza) que tornam "(500) dias com ela" um filme que merece ser conferido. Por trazer às telas momentos de uma história de amor genuína, o brotar de uma paixão real, sem apelações nem apelos a chavões para ganhar o público. Somos conquistados por se identificarmo-nos em algum momento com aqueles dois personagens comuns, que por 500 dias estiveram envolvidos numa história de amor que poderia acontecer com qualquer de um de nós.
Ao final do filme, já ciente de que aquele romance não tem mais volta, o ainda apaixonado Tom recebe mais um dos sábios conselhos de Rachel:"Lembre-se também dos momentos ruins que passou com ela". Este apelo à razão (sentimento que detonamos quando apaixonados), junto com uma reviravolta profisional na vida de Tom, o fará crer que, apesar de tudo, aida está vivo e que uma nova paixão pode estar mais próxima do que ele imagina.
Depois daqueles 500 dias tormentosos, uma nova estação se inicia.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Previsões para o Brasil Olímpico
Enfim conquistamos o tão sonhado direito de sediar as Olimpíadas! Não há dúvidas de que 2009 é o ano do Brasil. As crianças de rua continuam cada fumando crack, mas em breve todas trocarão as praças pela Vila Olímpica. O desemprego persiste, mas a economia aqui no Brasil não passou de uma marolinha. Obama dise que lula é "o cara". O preconceito com as minorias segue latente, mas, ora, o Rio acabou de ser agraciado com o melhor roteiro turístico gay do mundo! A corrupção, as transações por baixo dos panos continuam ao Deus dará, mas...não faltará dinheiro para o sonho olímpico!
Em homenagem a esse grande evento que com certeza mudará a vida da cidade maravilhosa, seguem algumas previsões sobre fatos que fatalmente podem vir a ocorrer. Marginal Conservador não é o autor das previsões, eu me apresso em dizer. Apenas recebi o texto hoje, sem autoria, e não poderia deixar de compartilhar com vocês alguns dos principais trechos. Aí vai:
DE 2010 A 2015
1) ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro publico. Ninguém será preso ou indiciado.
2) Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira.
3) Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “Barão de Coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no ultimo carro alegórico vestido de douradas representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria”.
4) Haverá um concurso pra nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”.
5) Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.
ABERTURA DOS JOGOS
1)A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência pro carnavalesco da Beija flor.
2)Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana pra comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho terá que ficar a pelo menos 500 metros da tocha.
3) Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê GALVAO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO.
4)Pelé vai errar o nome do presidente do COI e ao final vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.
5) Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.
6) Durante o Hino Nacional Brasileiro a platéia vai errar a letra, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.
7)Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vai continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.
8)Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia.
9)O cãozinho será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.
10) Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do maracanã por “dois real”.
DURANTE OS JOGOS
1)Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.
2)Uma modelo-manequim-piranha-atriz-ex-BBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.
3)No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 74.
4) Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação, a Hebe vai dizer que eles são “uma gracinha” ao posar mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.
5)A seleção brasileira de futebol comanda por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para seleção de Sumatra.
6)A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.
7) Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.
8) Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 74º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê : JARDIM MATILDE NA VEIA.
9) Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em slow motion e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.
APÓS OS JOGOS
1)Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô pra pagar as despesas que teve pra estar nos jogos e não obteve patrocínio.
2) Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são "exemplos de profissional" tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos etc.
Em homenagem a esse grande evento que com certeza mudará a vida da cidade maravilhosa, seguem algumas previsões sobre fatos que fatalmente podem vir a ocorrer. Marginal Conservador não é o autor das previsões, eu me apresso em dizer. Apenas recebi o texto hoje, sem autoria, e não poderia deixar de compartilhar com vocês alguns dos principais trechos. Aí vai:
DE 2010 A 2015
1) ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro publico. Ninguém será preso ou indiciado.
2) Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira.
3) Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “Barão de Coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no ultimo carro alegórico vestido de douradas representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria”.
4) Haverá um concurso pra nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”.
5) Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.
ABERTURA DOS JOGOS
1)A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência pro carnavalesco da Beija flor.
2)Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana pra comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho terá que ficar a pelo menos 500 metros da tocha.
3) Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê GALVAO FILMA NÓIS, 100% FAVELA DO RATO MOLHADO.
4)Pelé vai errar o nome do presidente do COI e ao final vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.
5) Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.
6) Durante o Hino Nacional Brasileiro a platéia vai errar a letra, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.
7)Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vai continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.
8)Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia.
9)O cãozinho será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.
10) Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do maracanã por “dois real”.
DURANTE OS JOGOS
1)Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.
2)Uma modelo-manequim-piranha-atriz-ex-BBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.
3)No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 74.
4) Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação, a Hebe vai dizer que eles são “uma gracinha” ao posar mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.
5)A seleção brasileira de futebol comanda por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para seleção de Sumatra.
6)A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.
7) Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.
8) Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 74º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê : JARDIM MATILDE NA VEIA.
9) Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em slow motion e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.
APÓS OS JOGOS
1)Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô pra pagar as despesas que teve pra estar nos jogos e não obteve patrocínio.
2) Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são "exemplos de profissional" tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos etc.
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